sábado, 20 de fevereiro de 2010

Um escandaloso caso de plágio

Desde a invenção da imprensa, casos de plágio são, infelizmente, um mal relativamente freqüente nos veículos. Sucede que, com o avanço das tecnologias de mídia nos últimos anos, a facilidade de se obter informações deixou de exigir esforço. Basta "dar um google" e se tem volumosa produção sobre qualquer que seja o tema que se queira investigar.

Do jornalista Jason Blair, ex-New York Times, até os casos mais recentes, há uma profusão de malandragem e má-fé na grande rede. No que se refere a roubar idéias, a internet se tornou um campo fértil para plagiadores de todos os graus. O site Comunique-se.com, por exemplo, está citando em sua edição online o caso da crítica de cinema feita pelo jornalista Pablo Villaça e reproduzida sem autorização pelo jornal de Goiás Jornal da Imprensa. Segundo afirma Villaça ao Comunique-se, isso já havia ocorrido antes em Maceió. Já o editor do Jornal da Imprensa disse ao Comunique-se que estava viajando e não pôde controlar a republicação da crítica, uma desculpa, convenhamos, esfarrapada. O site especializado em jornalismo e imprensa ouviu ainda um especialista que diz que mesmo citando o nome do autor, a reprodução sem autorização pode constituir crime à propriedade intelectual do autor se este se sentir de algum modo prejudicado, cabendo "ações por danos morais e patrimoniais".

O que dizer então do mais escandaloso caso de plágio na internet de que tenho conhecimento? Trata-se do jornalista Roberto Chalita, que durante 11 meses reproduziu na íntegra em dois blogues e um jornal impresso do interior de São Paulo textos, fotos, legendas e até mesmo o desenho de página de vários blogueiros, como meus amigos Edu Goldenberg, Bruno Ribeiro, Luis Antonio Simas, Felipe Quintans, entre outros e inclusive — descobri hoje graças aos alertas de Edu e Felipinho — este velho escriba do Pendura Essa. A coisa tem contornos de uma assustadora compulsão incontrolável ao furto intelectual e precisa ser desmascarada com urgência.

Na lista abaixo de sites e blogues recomendades pelo Pendura estão os sites dos amigos citados acima, respectivamente: Buteco do Edu, Botequim do Bruno, Histórias Brasileiras e Boemia e Nostalgia. Neles é possível acompanhar um histórico do plágio com detalhes e exemplos eloqüentes, assim como as ações que serão tomadas contra o plagiador.

No caso do Pendura, Chalita se aproveita de um texto aqui publicado sob o título de Chope centenário, sobre o Bar Brasil, vejam aqui o original, para copiar no blog Boteco Pensante, vejam aqui, mudando o nome do bar e inventando um encontro afetivo entre pai e filho. No texto falsificado, as fotos do Bar Brasil viram fotos do Bar do Bosque (que nem sei se existe de fato), em Barra Funda. Assustador.

Agradeço ao Edu e ao Felipinho pelos alertas. E quero dizer que estou me integrando a eles nas ações contra o plagiador.

4 comentários:

JasonV disse...

Que caradura!
Estou besta...

É até meio triste: esse Chalita deve ser uma alma infeliz e torturada, querendo viver a vida dos outros.

ipaco disse...

Concordo, dá uma certa pena. Mas o que ele faz é fraude das grandes. Um perigo.

Casé disse...

Nunca vi nada igual. O cara é muito doido.

ipaco disse...

Exatamente, Casé. Doidera pura. Abs.